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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Branca de Neve e os sete anões

Título do livro:

Branca de Neve e os sete anões

Tradução e adaptação: Sara Costa
Colecção: Os meus clássicos preferidos
Editora: ASA
Ano: 2005
ISBN: 978-972-414-188-6
Género literário: Literatura infantil

Sinopse:

Reconto da história tradicional que atravessou todo o planeta terra, percorre todos os imaginários, a Branca de Neve e os seus amigos 7 anões, prova de amizade e perseverança, dedicação e amizade entre os pares.

Áreas disciplinares / Não disciplinares em que se pode inserir:

- Língua Portuguesa – reconto da história oralmente pelos alunos.
- Leitura com lacunas

Conteúdos programáticos possíveis de explorar:

- Os nomes das pessoas escrevem-se com letra maiúscula, são nomes próprios: Dunga – Zangado – Atchim – Soneca – Mestre – Dengoso – Feliz.

Escola Básica do 1º ciclo de Sarzedo, 1º ano

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A lagartinha muito comilona



Título do livro:
A lagartinha muito comilona
Autor: Eric Carle
Editora: Kalandraka
Ano: 2007
ISBN: 978-972-8781-60-6
Género literário:
História Infantil



Sinopse:

De um pequeno ovo, nasce uma magra lagarta. Todos os dia da semana ela comeu frutos diferentes. Ao Sábado comeu tantos alimentos que ficou com dor de barriga. Domingo comeu uma folha e ficou muito melhor. Construiu um casulo e ficou lá dentro, já grande e gorda.
Passadas duas semanas saiu do casulo e transformou-se numa linda borboleta.

Apreciação pessoal:

Muito bom! Boas imagens, texto simples, que cria suspense. Bom conteúdo.

Áreas disciplinares / Não disciplinares em que se pode inserir:

- Conhecimento do mundo;
- Linguagem receptiva e expressiva.

Conteúdos programáticos possíveis de explorar:

- Os dias da semana;
- Como nascem os seres vivos: do ovo à borboleta;
- Dar continuidade a esta história;
- Fazer o registo gráfico da mesma.
Jardim-de-Infância de Arganil – Sala vermelha

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Gente Gira


Título do livro: Gente Gira
Autor: Luísa Ducla Soares
Editora: Livros Horizonte
Ano: 2002
ISBN: 972-24-1232-9
Género Literário: Literatura Infantil







Sinopse:

Este livro conta-nos três histórias engraçadas: a história da menina verde, a história do homem das barbas e a história do senhor pouca sorte. São três histórias com imaginação e diria um pouco disparatadas, o que alimenta e enriquece a imaginação das crianças.

Apreciação Pessoal:

Acho uma obra muito interessante, divertida e atractiva tanto visualmente como a nível de texto. Lida com espírito cómico é apaixonante. A primeira história fala de como a diferença não interfere na felicidade e na auto-estima desde que seja tratada com igualdade. Mostra que a diferença está nos olhos de quem quer ver. A segunda história, para mim, é uma desmistificação do “Homem das Barbas” com que antigamente assustavam as crianças para comer a sopa. Mais uma vez se fala da diferença e dos benefícios que cada pessoa pode tirar da sua diferença. A terceira história fala-nos de um senhor que tem muita sorte mas que não pode usufruir dela porque não tem meios para utilizar o que a sorte lhe dá, tornando-se assim a sua sorte no seu azar.

Áreas Disciplinares/Não Disciplinares em que se pode inserir:

Pré-escolar: Formação pessoal e social, Conhecimento do mundo, Matemática, Expressão Plástica (segundo a minha opinião, estas histórias podem ser exploradas em todas as vertentes do pré-escolar)

Conteúdos programáticos possíveis de explorar:

Formação Pessoal e Social: Socialização, valores morais, valorização pessoal, conhecimento de si e do outro (aceitar as suas diferenças e as diferenças dos outros, não se comparar, identificar-se como um ser único e especial pelo que é e aceitar as suas características físicas e as dos outros sem se comparar), conhecer e explorar o aspecto físico de cada um;

Introdução à leitura e à escrita: Com introdução de palavras novas no vocabulário e exploração da direcção da escrita, exploração e interpretação das imagens, batimentos das palavras (diferenças entre palavras longas e curtas);

Matemática: contagem crescente, comparação de tamanhos, sequenciação de imagens, etc.;

Expressão Plástica: Exploração da cor verde, desenho, pintura, recorte, colagens;

Expressão musical: Aprender o Hino Nacional, acompanhar com batimentos ou com instrumentos musicais dizer a mesma palavra com diferentes tons e batimentos;

Conhecimento do Mundo: Conhecer a bandeira Portuguesa, falar sobre o nosso país, onde moramos, onde nascemos, outras nacionalidades, etc.
Jardim-de-infância de Pombeiro da Beira

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Fred e Pascal


Título do livro: Fred e Pascal

Autor: Mary Murphy / Mark Oliver

Editora: Minutos de Leitura

Ano: 2004 ISBN: 972-793-036-0

Género literário: Literatura Infantil



Sinopse:

“Fred” é um dono de um cão muito bonito chamado “Pascal”. Pascal não larga o seu dono. Fred adora o espaço e pretende explorá-lo.

Faz desenhos e constrói um foguetão para ir a Marte. Fred vai ficar em terra para comandar as operações. Pascal vai ser o astronauta, apesar de não querer. Quando Pascal chega a Marte só tem areia e rochas e envia uma foto dom espaço ao Fred.

Fred esta cheio de saudades do amigo. Em Marte, Pascal conhece os Marcianos e gosta muito deles. Fica lá a uivar para sempre. Fred tem saudades do amigo que perdeu.

Apreciação pessoal:

História divertida, simples e com óptimos textos para trabalhar. Boa ilustração

Áreas disciplinares / Não disciplinares em que se pode inserir:

Conhecimento do Mundo: os Planetas

Formação Social e Pessoal: a amizade, a saudade os sentimentos.

Conteúdos programáticos possíveis de explorar:

Pode ser explorada a amizade, a saudade, a alegria, a tristeza (sentimentos). Ex. Exprimir sentimentos através dos gestos e expressão corporal.

O Espaço: o que são os planetas, quais os seus nomes, como são, como podemos chegar lá, etc.


Jardim-de-Infância de Secarias

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Pássaros feridos de Colleen McCullough


A autora:

De origem Australiana, Colleen McCullough começou a sua carreira literária com a publicação de Tim, seguido de Pássaros Feridos, um best-seller internacional que bateu todos os recordes.

A história de Roma Antiga é retratada de uma forma excepcional ao longo dos seis volumes que compõem a obra O Primeiro Homem de Roma. Todas as suas obras estão editadas em Portugal pela Difel. Em 2000 recebeu o Scanno, o mais importante prémio literário italiano, pela obra A Viagem de Morgan. É hoje uma das 100 pessoas designadas como Tesouros Nacionais Vivos da Austrália. Actualmente vive com o marido na Ilha de Norfolk, no Pacífico Sul.

O livro:

Pássaros Feridos é a saga vigorosa e romântica de uma família singular, os Clearys.
Começa no princípio deste século, quando Paddy Cleary leva a mulher, Fiona e os sete filhos do casal para Drogheda, vasta fazenda de criação de carneiros, propriedade da irmã mais velha, viúva autoritária e sem filhos; e termina mais de meio século depois, quando a única sobrevivente da terceira geração, a brilhante actriz Justine O’ Neill, muitos meridianos longe das suas raízes, começa a viver o seu grande amor.

Personagens maravilhosas povoam este livro: o forte e delicado Paddy, que esconde uma recordação muito íntima; a zelosa Fiona, que se recusa a dar amor porque este, um dia, a traiu; o violento e atormentado Frank e os outros filhos do casal Cleary, que trabalham de sol a sol e dedicam a Drogheda a energia e devoção que a maioria dos homens destina às mulheres; Meggie, Ralph e os filhos de Meggie, Justine e Dane. E a própria terra: nua, inflexível nas suas florações, presa de ciclos gigantescos de secas e cheias, rica quando a natureza é generosa, imprevisível como nenhum outro sítio na terra.

«Verdadeiramente maravilhoso… um épico estrondoso, com uma estrema sensibilidade para as emoções humanas.»

New York Times

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O físico de Noah Gordon


O AUTOR:


Noah Gordon nasceu a 11 de Novembro de 1926 em Worcester, Massachusetts, onde passou a sua infância e frequentou o ensino primário.
Terminou os estudos secundários em 1945 e em 1950 obteve o bacharelato em ciências jornalísticas. No ano seguinte obteve um diploma académico em Inglês e escrita criativa.
Trabalhou e colaborou com diversos jornais tais como: “The Boston Herald”; The “Saturday review”, “Medical World News”, entre outros.
Publicou o seu primeiro livro, The Rabbi, em 1965, ao qual se seguiram The Death Committee (1969), O Diamante de Jerusalém (1979), O físico (1986), Xamã (1992), Matters of choice (1996), O último Judeu (2000), Sam and other animal stories (2002) e mais recentemente, The Bodega (2007).
A maior parte dos seus romances tem como temática assuntos relacionados com a medicina, a inquisição e a herança cultural judia.

O LIVRO:


"O Físico" é o primeiro livro da trilogia de Noah Gordon que conta a história da família Cole através dos séculos. Esta é a história da saga de Rob J. Cole, que sonha em se formar em medicina numa época em que a organização do saber na Europa ainda era rudimentar, permeada por proibições da igreja católica e reservada aos bem-nascidos.
Rob Cole ficou órfão de pai e mãe com dois irmãos pequenos para criar: William, de seis anos, e Anne Mary, de quatro. Lutando para sobreviver, começa a trabalhar como aprendiz de cirurgião-barbeiro e apaixona-se pela medicina.
Rob possui um dom, uma obsessão em aprender sempre mais, não pelo dinheiro que pode vir a ganhar com isso, mas pelas vidas que pode salvar. Ao tomar conhecimento da existência de uma extraordinária escola de medicina na longínqua Pérsia, dirigida pelo lendário Abu Ali at-Hussain ibn Abdullah ibn Sina, o Príncipe dos Médicos, ele resolve que é lá que quer estudar.
Além da distância e da língua estranha, a escola não aceita cristãos, pelo que Rob resolve desafiar os severos costumes da época e disfarçar-se de judeu. Todo o caminho percorrido por Rob Cole em busca de seu objectivo, a viagem até o Oriente, a sua transformação em judeu, os obstáculos até ser aceite na escola e a aprendizagem numa terra estranha fazem parte de uma agradável narrativa capaz de captar a atenção do leitor horas a fio.

EXTRACTO DA OBRA:

“Ainda que isso levasse toda a sua vida, procuraria até que encontrasse um físico digno de quem pudesse ser aprendiz, decidiu.
Quanto aos judeus, ele falara apenas com dois dos médicos deles. Sem dúvida que existiriam outros.
- Talvez um me aceitasse como aprendiz se eu fingisse ser judeu – disse para a gata.
Foi assim que tudo começou, como alguns menos que um sonho – uma fantasia em conversa à toa; ele sabia que não podia ser um judeu de uma forma suficientemente convincente para aguentar o exame minucioso diário de um mestre judeu.
Mas estava sentado em frente da fogueira a olhar fixamente para as chamas, e tudo tomou forma.
A gata virou-se e oferecia a sua barriga sedosa.
- Será que eu não podia ser um judeu suficientemente bom para satisfazer os muçulmanos? – perguntou Rob à gata, a si próprio e a Deus.
Suficientemente bom para estudar com o maior físico do mundo?
Atordoado pela enormidade do pensamento, deixou cair a gata, que correu aos saltos para a carroça. Passado um momento estava de volta, arrastando o que parecia ser um animal peludo. Afinal era a barba postiça que ele usara durante a farsa do Velhinho. Rob pegou nela. Se ele pôde ser um velhinho para o Barbeiro, perguntou-se, porque não poderia ser um hebreu? (…)
- Hei-de ser um judeu falso! – gritou. (…)”
Livro do mês,
sugestão da Biblioteca Municipal de Arganil

Um mundo sem fim de Ken Follett







Um mundo sem fim
de Ken Follett
Editorial Presença, 2008


É de facto Um Mundo Sem Fim…
Querem saber porquê? Então, sigam-me!


Chama-se Ken Follet, o escritor inglês responsável por esta deliciosa obra, que desde o seu lançamento, em 2007, já vendeu quatro milhões de exemplares.
Notável, não vos parece?
O êxito desta narrativa reside na simplicidade da trama, vejamos porquê:
Através de um narrador omnisciente e heterodiegético, o leitor pode seguir durante vários anos a vida de quatro crianças.
A acção passa-se numa pequena, mas promissora vila do interior de Inglaterra, o priorado de Kingsbridge , em 1327., plena Idade Média.
Caris, Gwenda e os irmãos Merthin e Ralph deixaram rapidamente a Catedral de Kingsbridge, depois da missa em homenagem ao Dia de Todos os Santos, em direcção à floresta. Mal sabiam que estavam prestes a presenciar um duplo assassinato, sobre o qual decidem fazer um pacto de silêncio. As suas vidas, porém, desde este instante, já estavam ligadas para sempre.
É também na Kingsbridge medieval que floresce a paixão entre Caris Wooler, - filha de um produtor de lã, muito rico - e o corajoso Merthin Builder. Ela, mulher de personalidade marcante e filha do mais eminente mercador da cidade, está decidida a fazer o condado prosperar, não sem antes desafiar várias convenções sociais. Merthin, por sua vez, consagra-se como construtor de talento, mas sonha com o dia em que Caris ficará para sempre a seu lado.
O irmão mais novo de Merthin, o ambicioso Ralph cresce obstinado a fazer parte da nobreza, ainda que para isso tenha de mostrar a sua face mais cruel e implacável. Quando o seu pai, Sir Gerald, perde as terras, o prior Anthony e o conde Roland, chefe maior da região, determinam que Ralph, o filho mais alto e forte de Sir Gerald, seja aprendiz de cavaleiro, enquanto o menor, Merthin, apesar de mais velho, seja carpinteiro.
Gwenda, cheia de privações impostas pelo destino, luta para mudar a sua vida simplória e triste, condenada até a períodos de fome. As dificuldades constantes da sua família, levam o seu irmão, Philemon, a buscar abrigo no Priorado. Para concretizar o sonho de ser monge, não olha a meios para atingir os seus fins, neste caso, conquistar a confiança de Godwyn, médico formado em Oxford, primo de Caris. Assim como Philemon, Godwyn tinha grandes planos – sonhava em ser o prior de Kingsbridge.E consegue!
Numa atmosfera de conspirações, costumes rígidos e jogos de poder, as vidas destas personagens vão-se entrelaçando em encontros e desencontros, gerando do amor mais puro ao ódio mais visceral. Numa terra onde a lei é determinada pela Igreja, que interfere em todas as actividades, tudo é supervisionado pelo padre prior, numa terra medieval, povoada por reis e cavaleiros, servos e senhores, mas onde todos precisam de sobreviver ao passado, às intrigas e a um terrível inimigo comum: a Peste Negra. As autoridades de Kingsbridge não têm dúvidas de que se trata de um castigo dos céus para purgar os pecados da comunidade.
Mais uma vez, a vida nunca mais seria como antes, e todos o sabiam.
Este surpreendente enredo é acompanhado por minuciosas descrições de um tempo histórico demasiado longínquo para nós, leitores do século XXI. Através desta obra, ficamos a compreender melhor uma Inglaterra mergulhada num tempo conturbado por jogos de poder, muita violência e ambição, e assolada pela maior tragédia do século XIV – a Peste Negra
Outra questão curiosa, prende-se com a caracterização das personagens. É muito interessante verificar que a determinação, a coragem, a ousadia e a genialidade são características transversais a todas as personagens, sendo, contudo, usadas para o bem ou para o mal, de acordo com os fins que pretendem atingir.
Mas a minha personagem de eleição é Caris. Passo a explicar porquê:
Caris é desde a infância uma mulher determinada e questiona os valores impostos por uma sociedade machista, onde a mulher não passa de um simples ser sem cérebro, nem vontade própria. Ora Caris, tenta quebrar estas leis. Primeiro afirma que pretende ser médica, quando sabe, que isso é impossível. Mais tarde, quando descobre o amor, põe em causa o casamento, porquanto não tem espírito de servilismo, recusando-se ser criada e propriedade de um homem. Em plena Idade Média, Caris desafia os poderes instituídos. Engravida durante o namoro e, pressentindo uma vida de escravidão, resolve abortar. Com a sua rara inteligência, conseguiu fazer vingar o seu amor, explicando ao seu amado, a diferença entre o amor desinteressado e vivido em liberdade e o “amor-contrato”, aquele que serve interesses, que é mais tarde destruído por valores, outros, que matam o amor verdadeiro. Foi igualmente o seu lado inquiridor que a colocou várias vezes em conflito com a Igreja, questionando as suas regras e atitudes, valendo-lhe, mais tarde, uma acusação de heresia por parte do priorado. Para não ser condenada à morte, aceitou a proposta do bispo: entrou num convento e tornou-se freira. Mas este facto não a impediu de pugnar pelos seus valores.
Ora temos que considerar que estamos perante uma personagem ímpar, que apresenta uma visão demasiado vanguardista para aquele tempo e obriga-nos a pensar que em todas as épocas existiram seres capazes de questionar a ordem do mundo e as leis que são impostas por um grupo de pessoas, sempre minoritário, contudo poderoso.
Gostava, ainda, de me referir à forma. Este romance histórico (porque também retrata uma época) e realista serve-se de uma linguagem simples, mas incisiva, polvilhada com figuras retóricas variadas, dignas de estudo. O vocabulário não é do mais rebuscado, mas é cuidado. A variedade dos temas é tratada sem tabus, com sensibilidade e inteligência refinadas A tradução contém poucas gralhas. Graças à vitalidade da narrativa, a leitura fluí ávida e descontraidamente, sem vontade de fazer pausas.
Por tudo isto, e muito mais, que cabe a cada um de vós descobrir, aconselho vivamente a leitura desta obra, porque, tal como comecei, terminarei dizendo que estamos, de facto, perante Um Mundo Sem Fim …


Um abraço e boas leituras.
Margarida Rodrigues
(Prof. 3ºCiclo Português/Francês – EB 2,3 de Arganil)

O terceiro gémeo de Ken Follett

O terceiro gémeo
de Ken Follett
Editorial Notícias, 1998


A polémica sobre a clonagem e as perigosas possibilidades da manipulação genética são os temas provocantes da obra “O Terceiro Gémeo” de Ken Follett.

Habituados ao estilo do romance histórico a que Ken Follett nos habituou e de que Os pilares da Terra e Um Mundo Sem Fim são exemplos excelentes, somos confrontados agora com um thriller emocionante: Na sequência de uma sucessão de crimes de carácter sexual, a pesquisadora Jeannie Ferrami descobre gémeos idênticos, clones perfeitos, com o mesmo ADN, mas nascidos de diferentes mães, em diferentes datas! Perturbada com esta estranha descoberta, ela resolve ir ao fundo desta charada. Mergulhando na trama de uma enorme conspiração, Jeannie Ferrami é apanhada nesta teia de enredos, ao apaixonar-se por um dos gémeos. Como sair deste paradoxo, em que o amor por um indivíduo pode multiplicar-se por tês, quatro, cinco, seis…ou sete?

Mas a obra vais muito mais longe! Ela coloca-nos questões tão pertinentes como saber até que ponto é que o indivíduo é condicionado pela educação e pelo meio em que se insere; que aspectos da nossa personalidade é que “herdamos” geneticamente e quais é que nos são incutidos pela educação que recebemos.

Trata-se de uma obra para os amantes de romances de terror e de espionagem, mas também para todos os que gostam de uma história bem contada.

Os pilares da terra de Ken Follett


Ken Follett, nasceu a 5 de Junho de 1949, em Cardiff, no País de Gales. Formado em filosofia, é um autor de grande sucesso, que vê os seus livros darem regularmente origem a filmes ou séries televisivas. A sua primeira obra foi publicada em 1978 sob o título Eye of the Needle, um thriller que venceu o Edgar Award e deu origem a um filme.
Algumas obras:
• O Triângulo; A chave de Rebeca; Na Toca do Leão; O Homem de São Petersburgo; Uma Fortuna Perigoso; O Voo da Águia; O Terceiro Gémeo e recentemente Mundo Sem Fim.
Colecção: Grandes Narrativas
Preço c/iva: €20,00
ISBN: 978-972-23-3788-5
Nº de Páginas: 504 (1º volume)
Nº de Volumes: 2
Data da 1ª Edição:
17-7-2007
Contextualização:

A narrativa inicia-se em 1123 e finda em 1174. São descritos cerca de 50 anos de acontecimentos da História da Inglaterra: A guerra civil travada pelo trono; as movimentações políticas e religiosas entre o clero e a nobreza que tem como ponto culminante e de viragem o do assassinato de Thomas Becket a mando do rei Henrique II; a vida diária do povo e todas as contingências a que está sujeito, numa época de guerra…
Sinopse:


Na Inglaterra do século XII, Tom, um humilde pedreiro e mestre-de-obras, tem um sonho majestoso – construir uma imponente catedral, dotada de uma beleza sublime, digna de tocar os céus. E é na persecução desse sonho que com ele e a sua família vamos encontrando um colorido mosaico de personagens que se cruzam ao longo de gerações e cujos destinos se entrelaçam de formas misteriosas e surpreendentes, capazes de alterar o curso da história.
A narrativa assenta em várias histórias paralelas com um fio condutor que as une. Ken Follett consegue reconstituir magistralmente aquela época, construindo um painel de personagens que abrande todos a estrutura social: O clero, onde o prior Philip e o malévolo Valeron Bigot são a sua face para o bem e para o mal; O Povo, representado por Tom Pedreiro, Alfredo e Jack; A aristocracia, com Aliena, Richard e William Hamleigh, o sanguinário cavaleiro que se comete as maiores atrocidades para ser conde; A realeza que surge a espaços; Os proscritos, gente sem casa, sem nada, representada por Ellen. Nesta obra Ken Follett teve o cuidado de reconstruir toda a sociedade da época.

sábado, 29 de novembro de 2008

A Cidade dos Deuses Selvagens

Título do livro: A Cidade dos Deuses Selvagens
Autor: Isabel Allende
Editora: Difel Ano: 2002 ISBN: 972-29-0625-9
Género Literário: Narrativa de Viagens
Personagem (s) Principal (ais): Alexander Cold
Personagens Secundárias: Nadia, Kate Cold, Ludovic Leblanc, Mauro Carías,
Omayra Torres, Capitão Ariosto, wallimai, Bruce, Gonzalez e César Santos.
Localização no Espaço: Floresta Amazónica
Localização no Tempo: Nas férias
Resumo:
A mãe do jovem Alexander estava muito doente, com cancro. Alexander partiu com a sua excêntrica avó, numa expedição do National Geografic à Selva Amazónica, com o objectivo de vacinar os indígenas e procurar “A Besta”.
Alex e Nádia, filha do guia da expedição, estabeleceram amizade com o “Povo da Neblina”, que lhes deram a conhecer a sua forma de vida, bem como lugares maravilhosos, por exemplo, “O Olho do Mundo”.
Um guia levou-os à Montanha Sagrada”, onde viram “As Bestas”, uns animais fantásticos!
Alex foi em busca da “água da saúde”, através de um buraco escuro, com a ajuda do seu animal totémico, o Jaguar; Nádia foi em busca dos “ovos de cristal”, que salvariam o Povo da Neblina e para o conseguir, teve a ajuda da águia, o seu animal totémico.
Veio-se a descobrir que na missão havia uns bandidos que, em vez de vacinas, levavam um vírus, para exterminar os índios e poderem destruir a floresta à vontade. Alex e Nadia conseguiram avisar os índios a tempo e salvá-los do ataque dos “nahab” (homens brancos)
No final, Nádia e Alex separam-se…
Adeus Nádia!
Adeus Alex!
Voltarão a encontrar-se?
Apreciação Pessoal:
Gostei muito deste livro porque como o Alex, vivi uma aventura cheia de emoções e descobertas. O livro alertou-me para o problema da destruição das florestas tropicais.
Autores:
Ficha: André Vicente Número 3 6ª E EB 2,3 de Arganil
Ilustração: Rafaela Vila Nova Número 17 6º E EB 2,3 de Arganil